A moção de apelo ao Presidente da República para que disponibilize a Jundiaí a vacina antirrábica, de autoria do vereador Cristiano Lopes, foi aprovada na sessão desta terça-feira (13/08/2019).
Jundiaí não receberá as doses da vacina contra raiva do Ministério da Saúde neste ano. “Mais uma vez, não teremos assegurado a cobertura contra a raiva em nossa cidade. Mais uma vez, vamos rezar para que essa doença não se alastre em nossa cidade, pois já foram detectados 5 morcegos contaminados pela doença em Jundiaí. Mais uma vez, o dinheiro arrecadado em nossa cidade não é devolvido em prestação de serviços”, explicou Cristiano Lopes.
Vacinação – Tradicionalmente ocorrida em agosto, com doses gratuitas disponibilizadas pela Prefeitura na rede municipal, o ano de 2019 será diferente e um pouco mais oneroso para os donos dos pets.
Com o apagão no repasse das vacinas pelo Ministério da Saúde, muitas prefeituras – Jundiaí uma delas – não tiveram outra opção a não ser cancelar a vacinação aberta. A justificativa foi uma falha detectada na produção das vacinas.
A estimativa é que 45 mil animais deixarão de ser imunizados no município via Rede Pública. Segundo a Prefeitura de Jundiaí, cinco morcegos já foram diagnosticados com raiva em 2019.
“A transmissão da raiva ocorre via morcego, principalmente em gatos, já que eles são caçadores noturnos. É importante explicar que o morcego não está doente, ele é o portador da raiva. E isso vale para todos os tipos de morcego, não apenas para os hematófagos (chamados de morcego-vampiro, já que se alimentam de sangue de bovinos, por exemplo). O vírus rábico é perigoso e pode ser letal. Somente nesse ano, seis crianças morreram no Pará vítimas do quadro”, explica a doutora Maria Cristina Santos Reiter Timponi, presidente da Amvejur.
Os vacinas em estoque vão priorizar locais com maior incidência de raiva, que não é o caso de Jundiaí. Mas todo cuidado sempre é bem-vindo.
“Falta informação. Se você sabe que é necessário, por que você não vai fazer?!”. Cristina ainda afirma que a Associação articula na tentativa de tornar o preço da vacina ainda mais acessível.
Cães e gatos a partir dos três meses de idade devem ser vacinados contra a raiva anualmente. A doença é muito grave e pode ser transmitida para o homem.
De janeiro a junho de 2019, foram registradas 92 mortes de animais por raiva no Estado de São Paulo. Dessas, 73 eram animais silvestres, principalmente morcegos, e de rebanhos, como bovinos e equinos.
Outros 19 foram registrados em cães e gatos, motivo de maior alerta, pois são animais que vivem em contato direto com pessoas.
A Prefeitura de Jundiaí esclareceu ao Tudo que a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) registra, neste ano, cinco morcegos positivos para raiva, sem registro em animais de estimação (cães ou gatos) ou em animais de grande porte.
Em virtude do não encaminhamento das doses, a UVZ mantém e intensifica as ações já realizadas para a vigilância da raiva, como a vigilância das populações de morcegos, observação de cães e gatos agressores, envio de material para diagnóstico e orientação da população em geral sobre o tema.
É importante que a população faça a notificação para as autoridades, pelo telefone 156, quando da identificação de morcegos em situações não habituais (nas residências ou voando durante o dia, no chão, vivos ou mortos), para que seja feita a coleta e análise do animal, ação fundamental para a prevenção da doença.
Com Portal Tudo
